Iniciativas Internacionais

Certificação e inovação: iniciativas globais mostram que é possível produzir palma com responsabilidade social e ambiental.

Mesa Redonda para Óleo de Palma Sustentável (RSPO) e Grupo de Inovadores no Óleo de Palma (POIG)

Para avançar nas discussões sobre os aspectos ambientais e sociais relacionados à palma, foi criada no final da primeira década do ano 2000 a Mesa Redonda do Óleo de Palma Sustentável (Roundtable on Sustainable Palm Oil) – RSPO, na sigla em inglês.

Trata-se de um fórum internacional que reúne representantes de toda a cadeia produtiva do óleo de palma, além de ONGs e especialistas interessados no tema. A RSPO desenvolveu uma série de critérios ambientais e sociais a serem cumpridos pelas empresas para a obtenção do Certificado de Óleo de Palma Sustentável (CSPO). No Brasil, esses critérios convergem com o ordenamento produtivo nacional, que por meio do Zoneamento Agroecológico (Decreto 7.172/2010), já proíbe o desmatamento de vegetação nativa e determina a recuperação de áreas degradadas.

Entre os critérios internacionais estão a redução do uso de agrotóxicos e queimadas e o tratamento justo aos trabalhadores. O setor brasileiro já atende a essas exigências, alcançando alta eficiência produtiva de até 25 toneladas por hectare/ano de cachos de frutos frescos (CFF) em áreas recuperadas, consolidando-se como um modelo de sustentabilidade.

Iniciativas internacionais

Por sua vez, o Grupo de Inovadores para Óleo de Palma (POIG) busca harmonizar seus critérios com os da RSPO, mas vai além focando na implementação de práticas que respondam às críticas do mercado. O grupo atua com base na responsabilidade ambiental e na integridade do produto.

O objetivo do grupo é compartilhar experiências positivas e levar inovação ao mercado, como ocorre no Brasil com a Guia de Trânsito Vegetal (GTV) — um documento eletrônico desenvolvido para rastrear a produção, controlar a origem e combater ilegalidades, garantindo transparência total à cadeia. O POIG quer demonstrar que é possível desvincular a produção do óleo de palma e o desmatamento, uma meta que o Brasil já transformou em marco legal, protegendo a floresta nativa e transformando áreas degradadas em polos de bioeconomia.

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